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O erótico ao grotesco porque nos atrai?

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      Se a algo muito antigo na história da humanidade é a violência e a pornografia, o filosofo romano Plutarco, por exemplo, dizia que sangue e sexo é que move a humanidade. Georges Bataille entendia a violência e o erotismo como forças primordiais da humanidade.      Seja como for, é algo que atrai. Mas existe uma linha tênue até onde isso se torna insuportável. Se tem um gênero que flerta com o limite que nos conseguimos suportar é o Ero Guro ou em tradução livre “erótico e grotesco”.  Mas vamos antes entender um pouco sobre esse sub-gênero.  O ero guro surgiu no Japão inicio do século XX e podemos dizer que teve dois grandes momentos desse movimento. O primeiro período foi no início de uma modernização profunda. A Era Meiji, com o avanço tecnológico, havia também uma crise e choque cultural, entre a tradição e a urbanização com influência ocidental. Movimentos como surrealismo, dadaísmo, foram levados para o Japão, influenciando a arte japone...

O que faz uma história de horror cósmico ser boa?

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            O horror cósmico, o medo do desconhecido tão bem conhecido por nós, apreciadores de literatura, filmes, quadrinho e vídeo games.      Surgindo as revistas pulps. Principalmente nos trabalhos de H.P.Lovecraft, o terror do desconhecido surgiu como uma alternativa ao horror gótico. Não se tratava mais de vampiros, lobisomens ou demônios. Mas agora de seres mais antigos que o próprio tempo.      Nesse artigo vou eleger os pontos que creio serem o que define uma boa história de horror cósmico. E pode acreditar que vai muito além de tentáculos.  1 — A atmosfera: O horror cósmico, na maioria quando abordado, inicia em um lugar, pacato ou normal, e quando falo de lugar, vou muito além de um espaço físico. Pode, sim, se tratar. De uma fazenda, ou casinha no meio do nada, ou uma cidadezinha, mas pode ser um espaço psicológico, uma família, um homem de negócios. Uma vida na mesmice mundana que de repente se ver diant...

Porque estamos gostando tanto de distopias?

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         A distopia se tornou um gênero muito explorado, seja no cinema, nos livros, HQ, vídeo games ou filmes. Seria mentira dizer que isso já não acontecia antes, pois considero obras como, Mad Max, planeta dos macacos, death race, juiz dredd exemplos deste gênero. Mas hoje talvez tenhamos tido mais representatividade dessas produções, e digo até com stato mainstream. Enquanto essas produções em suas respectivas épocas eram muitas vezes nichadas, quase como produções B. Hoje é inegável que grandes franquias tem sido criadas a partir deste gênero como, por exemplo, a franquia de jogos fallout e que recentemente ganhou uma série pela Amazon prime.  Mas a pergunta é por quê? Porque essas obras são tão procuradas pelo público atual, inclusive tivemos uma queda no gênero fantasia, pelo menos no mercado literário aqui do Brasil.  Talvez seja aquilo que muito se fala, inclusive sendo uma fala recorrente do canal central pandora.  “Canal do YouTube...

O que torna o domingo um dia estranho?

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O dia que parece não acontecer chamado domingo. Hoje é domingo, e sinto sempre uma estranheza, uma sensação de deslocamento, e até em alguns casos melancólico, hoje isso é bem mais ameno, mas lembro que na adolescência, os fins de tarde dos domingos, me deixava bem deprimido.  Talvez por ter consciência que ao iniciar a semana, voltaria para o colégio e em alguns momentos da minha vida a escola foi um período bem conturbado.  Mas aqui queria falar justamente sobre a estranheza do domingo, e como talvez ele se conecte muito com algo que nos é familiar, (a percepção do fim e a fuga da rotina.). E como isso talvez seja interessante para se entender ou utilizar a melancolia Obs: Não necessariamente a tristeza nas suas histórias.  Os domingos são a percepção do fim de um ciclo, mesmo que seja semanal e ironicamente mesmo que o domingo, seja o primeiro dia da semana. Percebemos que a nova semana vai começar, principalmente os fins de tarde, por ser aquele momento em que alguém ...

O que torna um vilão um bom vilão?

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      O que torna um vilão um bom vilão? Uma boa história para funcionar, ela apresenta uma crise a ser superada, pelo protagonista, e na grande maioria das vezes esse obstaculo se da a partir de um antagonista, aquele que vai tentar impedir, frustrar os objetivos do herói.  O vilão não basta ser apenas alguém detestável, mas alguém crível, mesmo que acreditar em o odiar seja genuinamente o leitor ou telespectador. Vou fazer minhas considerações sobre dois grupos gerais de vilões, aqui não vou me aprofundar muito em teoria literária ou de roteiro.   O vilão monstro e o vilão humano. Mas calma lá isso não desrespeita a aparência ou a essência, mas a como ele é percebido, desenvolvido ao longo da história. 1 — Vilão tipo monstro  Seria aquele vilão monolítico, somente é apresentado, defeitos, alguém que parece encarnar o mal, sem nuanças, ou até mesmo um histórico antecedente sobre sua origem.  É aquele que é mal, e ponto final.  É o T1000 que ...

"Daqui em diante" um conto sobre a função inferior

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         Em alguma das postagens anteriores, cheguei a falar um pouco sobre tipos psicológicos, a partir da psicologia analítica, de certa forma apenas falei superficialmente, mas um ponto que destaquei foi a função inferior.      Para resumir, função inferior trata daquele aspecto de nossa vida menos desenvolvido, sempre que lidamos com determinado problema que requer usar tal função, temos enorme dificuldade, travamos, somos infantis, ressentidos, e agressivos, nos aborrecemos e aborrecemos os outros. Mas a função inferior está longe de ser algo inútil, pelo contrário é justamente nela que está o “tesouro”.      Parte do processo de amadurecer é fazer as pazes com a função inferior, sem simplesmente ser destruído por ela e nem esconder a mesma debaixo do tapete.      Para ilustrar um pouco sobre esse tema tão importante para psicologia analítica resolvi novamente utilizar de um conto de fadas como recuso. O conto qu...

O tempo psicológico

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            O tempo é uma noção humana, é nossa capacidade de perceber a passagem ou mudança de estados, das coisas, da estação, ao amanhecer e entardecer, do auge orgânico a sua decomposição, da construção material a decomposição e erosão, e a compreensão da transitoriedade.      Para uma organização criamos artificialmente formas de medir esse tempo de nos relacionarmos com ele, assim surgiu os rituais, seja do nascimento, colheita, morte, formas de marcamos e compreendermos dentro do possível o tempo, logo surgiu a compreensão do ano a partir de seus meses e tempos de virada.      Mas uma pergunta que faço é se existe um lugar onde o tempo não é tão delimitado, e creio que o inconsciente seria esse lugar, o inconsciente não tem uma demarcação nítida de tempo nem espaço. Por isso, quando sonhamos, é comum o lugar ser o ambiente do trabalho, mas também nossa casa, como também a casa de nossa infância, etc.    ...